Perdoar a si mesmo é se dar uma oportunidade de rever suas atitudes e assumir um novo comportamento diante da mesma situação. O arrependimento, a culpa ou remorso são grandes inimigos dos seres humanos, mas úteis para questionarmos valores assumidos e termos oportunidade de sermos melhores no nosso dia a dia.

Apesar disso, são sentimentos que carregam consigo a vergonha, humilhação, medo e, principalmente, a autopunição, se transformando em grandes fardos para aqueles que não sabem superar seus próprios erros.

A prática do autoperdão é um processo longo, que muitas vezes exige ajuda profissional para auxiliar na superação de uma etapa tão difícil e, ainda, ter forças para recomeçar. Por isso neste post vamos evidenciar a importância dessa atitude e como ela pode impactar a vida e o processo de aceitação para superar dificuldades. Confira!

1. Entenda o início da culpa

Perdoar a si mesmo é uma tarefa extremamente difícil, pois exige o reconhecimento pela culpa e requer honestidade e integridade para avaliar a situação, além de amor-próprio e aceitação para mudar tudo aquilo que o incomoda. Dizem que para ser feliz é preciso perdoar cinco vezes:

  • perdoar a si mesmo;
  • perdoar seu pai;
  • perdoar sua mãe;
  • perdoar o próximo;
  • perdoar o mundo. 

Mas o remorso depende de muitos fatores, como as crenças assumidas a partir da fase adulta e os valores trazidos desde a infância, que na maioria das vezes não correspondem com preceitos atuais. É nesse momento que mais acontecem os erros: nas escolhas que foram feitas em momentos passados, avaliados pelas crenças e valores da época.

Saiba que todas as suas decisões foram tomadas com o conhecimento daquela fase, inclusive as atitudes “impensadas” que exigem um mínimo de avaliação. Mesmo assim, todos se arrependem de suas escolhas em diferentes fases da vida, pois é natural reavaliar uma situação e concluir que poderia ser feito algo diferente, com aquele famoso “e se…”.

Por isso, a culpa acontece ao julgarmos atitudes passadas com a mentalidade amadurecida, ou de maior experiência do momento atual, por isso é importante não julgar situações passadas com valores do presente.

2. Identifique a origem do erro

O erro pode originar-se de uma postura assumida desde a infância. Algumas pessoas chegam, inclusive, a se culparem por terem nascido e, assim, carregam esse fardo também nas consequências dos seus atos, ao tentarem compensar essa rejeição sendo úteis para os outros.

Esse tipo de pessoa não sabe dizer “não”, anulam-se em função do próximo a fim de provarem para si próprias que são merecedoras da sua vida. Outras exigem uma perfeição impossível e se tornam obsessivas, como as que desenvolvem problemas como a anorexia e a bulimia.

Ainda há aquelas que desenvolvem a compulsão por alguma coisa, ação ou pessoa, como dependentes químicos, homens e mulheres sentimentalmente subordinados ou obsessivos por comida. Todos esses problemas originam-se da falta de autoperdão e amor-próprio.

A condição humana, por si só, é constituída por insegurança, frustração e perdas irreparáveis, que exigem a reflexão sobre nossas escolhas e as limitações sobre a nossa existência, além do perdão e a forma como podemos aplicá-lo a nós mesmos diante de algumas situações, como:

  • luto;
  • separações;
  • fases de transição durante todo o ciclo de vida.

Nesses momentos é impossível evitar o questionamento de alguns sentimentos, como a solidão, ansiedade e o medo, que comumente também originam o erro. Apesar disso, não podemos descartar a possibilidade de mudança e auto realização, por isso, após esses momentos de crise, é essencial ter esperança de que haverá resultados sempre melhores.

3. Racionalize o erro cometido

Faça uma lista de todos os erros que remetem a culpa, o que foi feito com arrependimento e o que não foi feito para melhorar a situação atual. Seja honesto e também anote as motivações que o levaram a fazer suas escolhas.

Avalie esses motivos e, em vez de se culpar, castigar ou punir, perceba que muitas escolhas foram assumidas porque era a melhor atitude a ser tomada naquele momento. Se essas ações impactaram a vida de outra pessoa profundamente, e se talvez esse seja o principal motivo da sua culpa, saiba que o arrependimento sincero é o primeiro passo para perdoar a si mesmo, para que depois seja possível buscar o perdão do próximo.

4. Assuma responsabilidade sobre suas atitudes

Todas as nossas atitudes têm consequências. É preciso se conscientizar sobre isso e aprender a se responsabilizar por todas as ações e erros, em vez de se manter no papel de vítima e se colocar como uma pessoa sem recursos para ser feliz.

Isso diz muito sobre o nível de maturidade necessário para seguir em frente, com os pés no chão: enfrentar a realidade é peça-chave para acertar com maior frequência. 

Quanto ao passado, resta apenas pensar na forma com que será usado para os próximos passos, se será base para uma nova postura, com aprendizado, ou se será necessário repetir o erro para tentar aprender novamente. Mas você não poderá deixar o remorso dominar toda a vida, sendo alimentado pela autopiedade.

5. Compreenda as mudanças necessárias no seu comportamento

Saiba ser você mesmo, aceite seus medos, inseguranças e emoções. Permita-se errar mas não se prenda emocionalmente ao que passou para não repetir ou persistir no mesmo erro. Em vez disso, aprenda com suas faltas e tome isso como uma experiência de vida que moldará a sua personalidade, possíveis defeitos e qualidades. 

Ficar triste, chorar ou remoer o ocorrido, de forma prolongada, pode levar a consequências prejudiciais, inclusive para a saúde, como a depressão e outras doenças de cunho psicológico e fisiológico.

6. Aproveite essa oportunidade de recomeço

Perdoar-se é uma escolha que fortalecerá você e, ainda mais, trará coragem para viver uma vida mais feliz, de sucesso, em vez de ser sempre vítima dos seus próprios lamentos.

Além disso, as pessoas ao seu redor recebem os benefícios dessa nova postura, pois os sentimentos bons são sempre perpetuados. A verdade é que nunca poderemos mudar o que passou, mas perdoar a si mesmo é o começo para repensar atitudes para viver uma nova história!

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