As vivências e a capacidade de aprendizado de alguém dizem muito sobre seu poder de persuasão e replicação de conhecimento. Essa habilidade é imprescindível para atingir objetivos pessoais e profissionais, e, assim, conquistar uma posição de destaque na sociedade.

Apesar disso, muitos ainda não sabem como perder o medo de falar em público. Chamada de glossofobia, essa sensação é mais comum do que se imagina e pode ser maior que o medo da morte. Ela produz calor, sudorese, tremores e acontece mesmo quando os espectadores estão a quilômetros de distância, nas plataformas de streaming.

Imagine então, quando a plateia está logo ali, na frente do apresentador e na expectativa de absorver o melhor que ele pode transmitir. Por isso, neste post apresentamos algumas dicas para que você aprenda como perder o medo de falar em público. Confira!

1. Saiba de onde vem o medo

Descubra se a raiz do problema está relacionada a aspectos da personalidade, traumas vividos (como uma apresentação na escola que causou constrangimento) ou apenas ansiedade pela possibilidade de avaliação. Se for uma característica intrínseca, deve ser tratada com ajuda profissional.

Já o nervosismo pelo medo do julgamento alheio pode, no longo prazo, prejudicar a memória, as articulações e produzir sintomas físicos que limitam, inclusive, a capacidade de discernimento. Por isso, é imprescindível identificá-lo o quanto antes para que ele não interfira negativamente na vida profissional.

2. Concentre-se

É preciso concentrar-se no motivo pelo qual se está ali e não no público que acompanha a apresentação. Muitas pessoas da audiência prestarão atenção na informação transmitida, principalmente se ela for nova e acrescentar valor.

Assim, é provável que não se deem conta do nervosismo do palestrante. Se durante a apresentação o apresentador perder o controle e se esquecer de uma fala, mesmo que o tempo decorrido pareça uma eternidade, serão poucos segundos até que ele consiga restabelecer sua linha de raciocínio.

Pequenas pausas podem ajudar a reconsiderar o que foi dito, lembrar de algo que não foi colocado, respirar profundamente para novas inspirações e acompanhar o nível de atenção do público.

3. Respire fundo

Fazer algumas respirações profundas, mais que o usual, pode ser um bom remédio para o nervosismo. Faça-o, inclusive, antes de chegar ao palco. Para se sentir confiante, relembre de momentos felizes e de superação durante o processo de respiração, de forma a mudar seu estado emocional.

4. Domine o assunto

Conheça profundamente o assunto abordado, estude-o com antecedência e elabore um roteiro da fala com tópicos do conteúdo. Isso aumenta a autoconfiança, pois quanto mais se entende sobre o que se discursa, mais fácil é apresentar o tema e menos prováveis são os esquecimentos e os erros.

Tenha empatia, coloque-se no lugar do ouvinte e simule alguns questionamentos para desenvolver possíveis respostas. Leia bastante, assista a palestras de outros profissionais e tenha referências de pessoas com boa oratória para se espelhar.

5. Pratique antes da apresentação

Há quem já nasça com o poder da oratória, mas a maioria dos indivíduos precisa treinar a habilidade do discurso. Para isso, vale praticar a apresentação várias vezes: na frente do espelho ou com pessoas confiáveis com quem se sinta confortável.

Não se esqueça de pedir um feedback ou registrar seu desempenho com uma câmera para identificar oportunidades de melhoria. Observe atentamente sua entonação, eventuais gestos repetitivos e se a postura condiz com a imagem que deseja transmitir. 

6. Organize-se

Além de planejar a informação que pretende apresentar, é preciso organizar as ferramentas necessárias para a apresentação (como projetores, sistema de som e outros). Não deixe nada para a última hora, para que isso não aumente a ansiedade e o nervosismo.

Além disso, é preciso chegar ao local com antecedência para se ambientar, avaliar o funcionamento dos equipamentos, reconhecer possíveis espectadores, o que pode auxiliar na desinibição inicial e assim por diante.

Cuide também da aparência: escolha roupas apropriadas para a ocasião, que demonstrem o nível de seriedade necessário na apresentação, mas também transmitam autoconfiança. Roupas escuras podem ajudar a esconder uma possível sudorese.

7. Quebre o gelo

A “quebra do gelo” acontece quando o palestrante fala algo engraçado ou extremamente interessante a ponto de transferir a expectativa do público apenas para o objetivo da apresentação. O ideal é que seja no início do encontro. Algumas opções são:

  • fazer um comentário espirituoso, que não esteja diretamente relacionado ao assunto principal da apresentação;
  • comentar um fato ocorrido em uma apresentação anterior;
  • citar pesquisas e incluir a participação do público;
  • contar uma história fictícia que sirva de exemplo ou real que tenha ocorrido com você;
  • agradecer ao convite dos organizadores.

Só é possível prender a atenção do público quando se desperta a empatia dele. É preciso que a audiência se identifique de alguma forma com o que é falado para que essa conexão seja criada. Isso é chamado de rapport.

8. Conclua com estilo

Ao finalizar a palestra, é importante agradecer o tempo e a generosidade do público que compareceu para ouvi-lo, mas evitar pedir desculpas, principalmente se cometeu algum deslize. Isso pode minimizar a importância do trabalho e transmitir insegurança.

Além disso, ofereça material visual que recapitule o que foi falado. Esse conteúdo vai facilitar a lembrança e a associação ao assunto abordado sempre que for pertinente. Assim, reforça-se a imagem de comprometimento.

Apresente dados sobre seu site, suas redes sociais, seu e-mail, seu número de telefone ou outros meios de contato. Dessa forma, os interessados podem manter o relacionamento criado e compartilhar suas experiências com novos espectadores.

Sempre mentalize coisas boas pois o pensamento é o mecanismo mais poderoso para descobrir como perder o medo de falar em público. Assim, antes de fazer qualquer ação, imagine que sua apresentação será um sucesso: isso auxilia na desinibição e minimiza possíveis pensamentos negativos.

O nervosismo e a ansiedade extremos debilitam e comprometem o desempenho de quem sofrem com esse problema. Se seus efeitos não forem tratados adequadamente, podem causar fobia social e requerer aplicação de medicamentos e psicoterapia.

Por isso, faça um treinamento mental, também chamado de preparação cognitiva, com ajuda profissional ou coaching, antes que esses efeitos se tornem permanentes. Entre em contato com a gente e saiba como podemos ajudá-lo!