A ansiedade é um problema dos mais comuns no novo século, e a pior parte da história é que essa visitante não tem hora para chegar: a qualquer momento, um “gatilho” é disparado e o indivíduo se percebe em um estado de intensa apreensão, que pode envolver medo, mal-estar, insegurança e certa fobia social.

Essa estranheza acomete um número crescente de brasileiros. A sensação geralmente é descrita como a certeza de que algo de desagradável está para acontecer. Para alguns, os sintomas são tão perturbadores que levam a uma busca por medicações psiquiátricas.

Os remédios convencionais, claro, são eficazes no combate à ansiedade. No entanto, seu uso recorrente pode trazer consequências desagradáveis ao organismo. Por isso, muitas pessoas buscam alternativas aos métodos tradicionais para contornar seu estado ansioso.

Se você quer se livrar da ansiedade antes que esse problema afete seriamente suas relações pessoais, acompanhe a leitura deste post e descubra quais os impactos desse transtorno e como evitá-lo!

O que é ansiedade?

Considerado por muitos como o grande mal do século, a ansiedade recebe inúmeras definições, mas só quem a sente na pele é capaz de traduzir tamanho desconforto. Os sentimentos negativos vêm à superfície quando o indivíduo está nesse estado e, além da perturbação psíquica, podem haver intensas consequências externas.

Muitos ainda confundem a ansiedade com a depressão. De fato, são dois acometimentos que podem incomodar o sujeito. No entanto, não há nenhuma dependência entre ambos. Ou seja, é possível estar em depressão sem sentir ansiedade, bem como nem todo ansioso é depressivo.

A ansiedade se caracteriza por uma forte apreensão. É o excesso de pavor, medo, tensão ou preocupação. Enquanto isso, a depressão é um desequilíbrio químico do cérebro, que tem como característica principal a baixa motivacional.

Quais os sintomas?

Vez ou outra, é perfeitamente normal ter algum sintoma que está ligado à ansiedade. É comum que fiquemos apreensivos diante de situações inesperadas ou, ao contrário, diante de acontecimentos pelos quais estamos esperando há muito tempo.

No entanto, os sintomas se tornam preocupantes quando se repetem em demasia e começam a pautar a vida do indivíduo, prejudicando suas atividades diárias. Pode ser demorado perceber que um transtorno está surgindo, por isso, é importante prestar atenção.

Os medos irracionais, a autoconsciência desacerbada e o perfeccionismo são algumas das consequências psicológicas. Caso algum desses sintomas seja sentido com muita frequência, o quadro pode ser de ansiedade.

Além dos fatores psíquicos, há também os sintomas físicos. Fique de olho caso a insônia se torne uma perturbação constante, bem como roer as unhas, as dores no corpo, as tensões musculares e a respiração dificultada.

Quais os tipos de ansiedade?

É isso mesmo: não existe apenas um tipo de ansiedade. Cada indivíduo vivencia o transtorno à sua maneira, mas é possível fazermos algumas categorizações. Vejamos!

Ansiedade generalizada

Quando as pessoas se preocupam com tudo à sua volta, dando atenção até mesmo para pequenos fatos que pareceriam desimportantes, pode haver um quadro de ansiedade generalizada. Após quatro meses agindo de tal maneira, são grandes as chances de que o transtorno esteja surgindo na vida do indivíduo.

Ansiedade social

Quando o temor está associado à interação social, o indivíduo entra em ansiedade quando está entre pessoas ou na iminência de se encontrar com elas — sejam estranhos ou familiares.

Transtorno de ansiedade

O transtorno de ansiedade está relacionado com síndromes, fobias, estresse em demasia, características obsessivas e outros comportamentos que não permitem que o ansioso se sinta confortável.

Crise ansiedade

Os sintomas de uma crise costumam ser físicos. O suor frio, a fala embargada e a boca seca são algumas das características.

Ataques de ansiedade

O ataque tem nuances mais subjetivas. Além dos sintomas físicos, inicia-se um forte questionamento acerca do porquê das coisas. Muitos chamam esse estado de “crise existencial”.

Como evitar a ansiedade?

A medicação é uma aliada dos ansiosos. Mas também é possível contornar o problema com práticas diárias que estão ligadas à inteligência emocional e ao bem-estar físico. Conheça as melhores dicas para fugir dessa visitante indesejada!

Pratique atividades físicas

Controlar a ansiedade fica mais fácil com a prática de exercícios físicos. As atividades elevam a quantidade de serotonina no organismo, substância responsável por nossas sensações de prazer. É preciso dar o primeiro passo e nutrir disposição para praticar diariamente uma atividade que coloque o corpo em movimento.

A caminhada é uma boa opção. Além de funcionar como atividade física, pode se tornar um momento de reflexão, permitindo pensar com mais tranquilidade sobre assuntos que, em outra situação, poderiam ser gatilhos da ansiedade.

Controle sua respiração

Para conseguir minimizar as sensações incômodas do sistema nervoso autônomo, é preciso controlar a respiração. Quando inspirar, deixe o abdome se expandir, estufando a barriga em vez do peito. Depois, expire com calma, soltando o ar pela boca.

Esse exercício, apesar de exigir algum controle emocional, é simples e pode ser feito a qualquer hora. A respiração diafragmática relaxa seu corpo e reduz os sintomas mais perturbadores da ansiedade, como o batimento cardíaco acelerado e os tremores.

Valorize o “aqui e agora”

Lembre-se: o passado é inalterável e a preocupação excessiva com o futuro pode paralisar sua vivência do presente. Portanto, valorize o presente e viva-o, tentando deixar de lado, na medida do possível, suas angústias pelo passado e pelo futuro.

Escolha alimentos com triptofano

Para reduzir a ansiedade, ingerir triptofano é a recomendação, já que esse aminoácido é percursor da serotonina (falamos dela logo ali em cima, lembra?). Banana e chocolate são boas pedidas. Mas, caso você esteja em uma dieta restrita ou não queira ingerir esses alimentos, pode ingerir triptofano em cápsulas, mais vitamina B6 e magnésio.

Além desse aminoácido, a taurina e glutamina também ajudam na disponibilidade do neurotransmissor GABA, responsável por controlar as reações fisiológicas da ansiedade. Converse com seu médico e inclua-os em sua rotina.

Seja mais organizado

Quem se desorganiza gasta tempo procurando pelo que precisa, o que dificulta suas ações diárias e pode ser um grande gatilho para a ansiedade. Quem tem uma rotina de organização, porém, consegue otimizar seu dia e lidar melhor com as responsabilidades.

Portanto, abuse das listas, crie disposições e defina processos para dar conta de todas as suas obrigações sem se desorganizar.

A ansiedade, de fato, é um dificultador que atravanca o dia a dia e pode impedir, até mesmo, ações simples e corriqueiras. No entanto, é possível levar uma vida melhor quando você muda seus hábitos. Essa mudança é que permite alcançar o equilíbrio e atingir seus objetivos com mais tranquilidade.

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