Era um dia qualquer na sua vida. Mas, de repente, tudo mudou: você conheceu a sua cara-metade. Talvez, no primeiro momento, não passou pela sua cabeça de que iria construir a sua vida ao lado daquela pessoa ou sequer que poderia acontecer o fim do relacionamento. Naquele momento, aos poucos a necessidade de se ver foi crescendo, aquela figura foi habitando cada vez mais os seus pensamentos e não imaginava mais um futuro sem o seu amor.  Desde então, resolveu compartilhar a sua vida com outra pessoa para sempre.

O cérebro apaixonado

Independente da sua história particular, nos processos neurológicos, toda paixão é muito parecida. O cérebro fica inundado de neurotransmissores, principalmente de adrenalina e dopamina.

A adrenalina acelera o coração e faz você suar na presença do alvo de sua paixão. Já a dopamina é o neurotransmissor responsável pelo prazer e ativa o sistema de recompensa do cérebro, fazendo com que você queira passar cada vez mais tempo com o outro.

Além disso, existe uma grande quantidade de oxitocina, o hormônio do amor, que cria conexão com a pessoa amada e diminui a presença de cortisol no organismo, o hormônio do estresse.

Quando o amor nasce

Mas, um dia, todo esse turbilhão químico acaba. De 18 a 24 meses, após o início do relacionamento, a paixão termina e começa uma nova fase, que pode ou não consolidar o relacionamento. Esse novo período é chamado de amor companheiro.

Todos passam por esse processo e, se hoje você está vivendo o dia a dia de um casamento, é graças a essa orquestra de química que controlou as suas ações e te fez se apaixonar, namorar e casar.

Caindo na rotina

Depois de tudo isso é que a vida realmente começa, nascem filhos, o casal foca na carreira e, aos poucos, quando ambos não cuidam, o relacionamento vai mudando de rumo e começa a apresentar alguns problemas como afastamento, frieza, falta de carinho e sexo, podendo descambar para o fim do relacionamento.

Somado às transformações que esfriam o casal, há um problema grave relacionado à atenção do casal. Com as novidades tecnológicas que se apresentam, somos constantemente estimulados pelo ambiente. É televisão, computador, videogame, amigos e o maior vilão:  o celular.

Este buraco negro eletrônico é o novo destruidor de lares. Nele, ficamos disponíveis 24h para falar com amigos, nos perdemos em publicações de diversas redes sociais e ficamos viciados em jogos intermináveis. Se você tem sido alvo deste aparelho, é hora de refletir o quanto esta tecnologia está influenciando a sua vida e prejudicado as suas relações. Não é raro situações onde pessoas encontram o fim do relacionamento por culpa do dispositivo portátil.

Cena clássica é entrar em uma casa, ver o filho disperso, com o celular na mão, enquanto vai se abrigar em seu quarto, e o marido com a televisão ligada, mas atento aos grupos do Whatsapp. Sem nem perceber o cenário, você faz as obrigações básicas de casa e, logo em seguida, afunda o rosto na tela luminosa do pequeno aparelho e só para na hora de dormir.

Todos convivem o mesmo espaço, mas nem se olham mais, não conversam, não interagem. Um não sabe mais como está a vida do outro fora de casa, a não ser que tudo seja postado nas redes sociais.

Reeducando o comportamento

Isso não significa que você não deve utilizar o celular ou proibir o uso dele em casa. Mas como a tecnologia é recente, novas soluções e problemas vão surgindo, causando impacto em diversas áreas da nossa vida e, neste momento, há um descontrole evidente na relação dos casais. Por isso, é necessário encontrar um equilíbrio entre a utilização do celular e o tempo em que passamos juntos com as pessoas que amamos.

Muito já foi falado sobre o vício em redes sociais e smartphones. Para você ter uma ideia, um estudo da Universidade de Chicago constatou que resistir às tentações do Facebook e do Twitter é mais difícil do que dizer não ao álcool e ao cigarro.

Por isso, para vencer as pequenas telas, você vai ter que reeducar o seu comportamento e ter muita paciência com o seu companheiro. É importante nos adaptarmos às novas tecnologias, saber utilizá-las como uma ferramenta no dia a dia, mas deixar de dar e receber carinho, de estudar, ler livros, refletir sobre o seu dia, apenas para acompanhar a vida de pessoas que estão longe, não só cria um atraso na sua vida, como pode ser o problema central do término de um relacionamento.

Você se identificou com este conteúdo? Então deixe um comentário falando um pouco sobre como o celular e as tecnologias estão roubando a atenção da pessoa amada e fazendo você se sentir só no relacionamento. Se o celular não é o vilão, dê o seu depoimento também. Conte o que está fazendo o seu convívio em casal desabar.